Rogue One: Uma História Star Wars

Um nome para uma nave

O Império estava se preparando para assumir as rédeas do espaço. Darth Vader e seus soldados eram invencíveis, mas faltava a cereja em cima do bolo: a Estrela da Morte, gigante veículo espacial destruidor planetas.

Se Galen Erso (Mikkelsen) não fosse o principal responsável pelo desenvolvimento da arma, talvez a Aliança Rebelde não tivesse chance contra o inimigo na trilogia original de Star Wars. O personagem abandonou o projeto, mas foi recapturado, tendo a esposa morta. Os últimos retoques foram feitos com dupla intenção: ele inseriu um ponto fraco na Estrela, restando apenas que alguém recebesse sua mensagem e obtesse mapa da aeronave. Jyn (Jones), sua filha, conseguiu escapar da visita imperial; anos mais tarde, foi resgatada de um campo de trabalho forçado e, por acaso, se unindo aos rebeldes. Sua missão se torna seguir as instruções do pai.

Jyn não tem grandes motivações, mas acaba reunindo uma boa equipe para realizar a tarefa. Vai contra até a própria Aliança, cuja maioria dos integrantes prefere se resguardar, inicialmente. O desenvolvimento dela é deficitário, com a adição da atuação sem sal de Felicity Jones. Logo, torna-se difícil se envolver com alguém que deveria ser a heroína do longa.

Os coadjuvantes seguem um caminho parecido, com exceção de Chirrut Imwe (Yen), o guerreiro cego que acredita na Força, embora não seja um Jedi. É um religioso fervoroso; em algumas situações de perigo, consegue obter êxito, além de mapear ambientes melhor que seus colegas. Seria o elemento mais importante do Rogue One, tripulação ou nave, cujo nome é criado de supetão, caso o filme quisesse. Requisitos para tal ele possui.

O poder da vilania é muito disperso. Orson Krennic (Mendelsohn) supervisa o andamento da Estrela da Morte, mas tem conflitos com Grand Moff Tarkin (figura de grande participação, mal feito em computação gráfica, já o intérprete original, Peter Cushing, morreu em 1994). Darth Vader aparece de vez em quando para exibir sua autoridade, mas uma simples alusão à existência dele já daria conta do serviço. Como o fan service é um dos mandamentos de Rogue One, tudo que não precisa é mostrado.

Sobre a ação, ela é impressionante na destruição de Jedha, descartando facilmente um personagem promissor, e aproveita competentemente o planeta praiano Scarif com o conjunto de soldados e veículos, aéreos ou terrestres, de diversos tamanhos, para compor a batalha final. Dedicando-se prioritariamente ao roubo do mapa da Estrela da Morte e ao esforço dos aliados, a sequência peca na resistência: apesar de tudo, a central é invadida com alguma facilidade.

Spin-off da trilogia clássica de Star Wars (1977-1983), Rogue One é a aventura que o fã pede, em tempos que a franquia é expandida, e todo ano sai um título, mas suspeita-se se no futuro era será lembrada pelo mau uso de CGI em personagens importantes ou na falta de carisma da protagonista, o que seria uma mancha e tanto na carreira da britânica Felicity Jones.

(Rogue One, , 2016) Dirigido por Gareth Edwards. Com: Felicity Jones, Diego Luna, Alan Tudyk, Donnie Yen, Wen Jiang, Ben Mendelsohn, Guy Henry, Forest Whitaker, Riz Ahmed, Mads Mikkelsen.

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