Extraordinário

Aprendizado extracurricular

Durante a infância, sair um pouco de casa e conhecer novas pessoas se faz necessário para o desenvolvimento humano. Normalmente, o novo ambiente de convivência será a escola. Para Auggie (Tremblay), esse momento é adiado até os dez anos de idade, depois de um período de educação particular com a mãe de professora.

A demora se dá porque ele nasceu com uma deformidade facial. Passou por várias cirurgias, mas ainda há imperfeições. A família, justificadamente protetora, finalmente o libera para o mundo. Os medos se confirmam em forma de estranhamento e bullying, além da solidão. O garoto é diferente em um ângulo, mas igual no resto. O posterior tratamento será mais importante que a primeira impressão.

Dirigido por Stephen Chbosky, Extraordinário consegue ser cativante nos pensamentos do protagonista. Ao mesmo tempo em que abaixa a cabeça, o garoto possui mecanismos para conhecer as pessoas em sua volta, como observar os sapatos que usam. A zombaria começa mais suave do que poderia ser, panelinhas aumentam o isolamento, mas as consequências às boas ações mostram que há colegas gentis. Os conteúdos dados em aula metaforizando as dificuldades no ambiente são um tanto forçadas e repetidas mais de uma vez.

A surpresa está na divisão por capítulos, representando a visão de alguns personagens. Via (Vidovic), a irmã mais velha, possui um desenvolvimento significativo, abordando sua insatisfação por não receber um pingo de atenção dos pais, dedicada a Auggie. Na maior parte do tempo, fica calada, procurando distrações ou até assumindo um papel materno secundário, ajudando o garoto. Minoritariamente, deixa os sentimentos extravasarem. Das outras seções, a do melhor amigo do protagonista não tem grandes surpresas, enquanto que a da amiga de Via explica o motivo de ela ter se afastado, enfatizando a carência dos personagens.

Entre conquistas e decepções, o conflito durante o Halloween serve mais para retornar o protagonista à vulnerabilidade original, a fim de que outras engrenagens se movam, incluindo a redenção de um coadjuvante. Enquanto isso, ele faz amizade com uma menina, que pouco colabora aos acontecimentos.

Prestes a arrumar um namorado, Via comente uma mentira, que mas diz sobre o desejo de ser filha única e receber atenção exclusiva do que outra coisa. Antes de essa definição ser confirmada, o receio era que a narrativa percorresse um caminho convencional, de descoberta do personagem-alvo, conflito entre as partes e posterior conciliação. Surpreendentemente, o erro da garota só diz respeito a ela.

No começo da segunda metade, Auggie é quase esquecido, enquanto outros arcos são evoluídos. No retorno a ele, uma resolução se dá sob a ideia de que a personalidade das crianças é influenciada pelos adultos. Acertada, embora a cena em questão pareça ter sido extraída de alguma novela brasileira infantil, pela caricatura dos personagens envolvidos.

Extraordinário emociona naturalmente no começo e artificialmente no final. O incidente com uma figura não humana, quase periférica, é gratuito e há ainda mais algumas cenas clichês com o mesmo efeito. A conclusão é arrastada; a viagem ao acampamento, que redunda uma situação, poderia facilmente inexistir.

Jacob Tremblay cativa, sob quilos de maquiagem, desde o primeiro minuto. Julia Roberts é importante como apoio aos jovens e tem o ápice na relação mãe e filha. Owen Wilson é operante, sem arco próprio, e ainda repete um cacoete típico dele em um cochicho; um ator menos conhecido e minimamente eficiente poderia baratear o orçamento. Izabela Vidovic, por sua vez, tem a melhor atuação, com expressões naturais e envolventes.

Respeitando o drama de Auggie e, ao mesmo tempo, o de seus colegas e parentes, Extraordinário faz um retrato multifacetado, mostrando a crueldade das provocações e do abandono, mas também inclui entendimento. Poderia ser menos manipulativo nas emoções, mas se comparado ao que prenunciava no trailer, a evolução está de bom tamanho.

(Wonder,   , 2017) Dirigido por Stephen Chbosky. Com: Jacob Tremblay, Owen Wilson, Izabela Vidovic, Noah Will, Danielle Rose Russell, Bryce Gheisar.

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O Rei do Show

Circo sem lona

P.T. Barnum (Jackman) foi uma criança pobre e humilhada que perdeu o pai ainda cedo. Quando cresceu, tornou-se empreendedor para, inicialmente, ter meios para sustentar a família que formou. Dono de ideias ousadas, teve um pedido de empréstimo aprovado, na base da mutreta, que é depois esquecida. Comprou uma loja de antiguidades que, após um novo momento de iluminação, é transformada em casa de shows, abrigando indivíduos com características excêntricas e excluídos da sociedade no século XIX, como uma mulher barbada e um sujeito com o corpo todo tatuado.

Como apresentador/produtor/agente, o negócio do protagonista seria um circo. Números de acrobacia e animais selvagens aparecem somente em segundo plano, durante os ensaios. A apresentação oficial, que tem um teaser na primeira cena, também reforça esse modelo, mas o palco é usado mesmo para apresentações musicais com todos os artistas da casa, ignorando os talentos individuais e a própria habilidade para o canto – só a mulher barbada (Settle) tem essa característica realçada.

Apesar dos protestos de intolerância, o sucesso da empreitada é atingido. Barnum continua olhando para cima, parte pelo lucro, parte pelo desejo de se integrar à alta sociedade. Consegue fechar parceria com Phillip Carlyle (Efron), promotor artístico de maior penetração, faz novos contatos e a passa a variar as exibições, colocando um muro entre eles. A ambição gera efeitos colaterais e consequentes limites, que compõem o arco desse indivíduo.

A primeira hora de O Rei do Show é apressada e protocolar, visando posicionar os elementos do primeiro projeto. Bases são construídas para fundamentar as motivações do apresentador, mas questões paralelas são abandonadas. O caminho até o casamento e a vida compartilhada com Charity (Williams), filha de um antigo e rico patrão, é acentuado, mas a personagem perde importância no restante da narrativa, se limitando a dar conselhos que não serão ouvidos.

Em outra direção, os indivíduos exóticos se tornam artistas e saem das sombras. A exploração de suas mazelas por Barnum é ignorada e a intolerância local é resolvida superficialmente. Outras figuras vão sendo adicionadas, mas são notadas perifericamente. Quando o grupo percebe que não acompanhará o progresso do patrão, e é barrado em um evento de gente rica, faz uma música-protesto, mas continua no emprego, como se nada tivesse acontecido. Ainda ressurge em um momento avançado para emprestar ombros amigos ao protagonista, que havia admitido erros, mas não relacionados a esses personagens.

O filme ainda arruma espaço para um romance juvenil inter-racial e social, entre a acrobata Anne (Zendaya) e Carlyle, inicialmente indisposto em fechar negócio com Barnum, mas que esquece do sentimento quanto é atingido pela flecha do amor à primeira vista. O vaivém dramático do casal não é muito inventivo – os pais do rapaz surgem do nada e um perigoso ato de heroísmo gera apenas arranhões -; o melhor aproveitamento está no número musical, que envolve acrobacias em um palco vazio.

Na crista está o musical. As faixas são pegajosas em suas melodias contemporâneas, cheias de batidas e em tom épico, lembrando Baz Luhrmann. Os intérpretes adultos que emprestam a voz ao segmento possuem experiências anteriores e estão bem. Nesse sentido, o pesar está em não darem mais oportunidades à talentosa Keala Settle. Por outro lado, Rebecca Ferguson tem a voz dublada quando solta o gogó, em uma letra bonita que desanima por parecer uma Céline Dion cantando.

Drama otimista que perdoa o protagonista frequentemente, O Rei do Show não é tão ambicioso quanto a empreitada artística que relata, restando se apoiar dificultosamente no gênero que estimula o som e a arte do movimento corporal. Poderia ser pior.

(The Greatest Showman, , 2017) Dirigido por Michael Gracey. Com: Hugh Jackman, Michelle Williams, Zac Efron, Zendaya, Rebecca Ferguson, Keala Settle.

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A Bela e a Fera

Hóspede da salvação

Um príncipe arrogante e festeiro (Stevens) recebe a maldição de uma bruxa que o visita, no meio de uma celebração. Ele se torna um animal peludo, seus funcionários, objetos, e o castelo em que vive cai no esquecimento da vizinhança. A reversão só se dará se encontrar o verdadeiro amor, embora a solidão imposta torne a missão difícil.

Em um vilarejo – próximo ou não do castelo, não se sabe –, Bela (Watson) vive com o pai, Maurice (Kline), e é uma das poucas que sabe ler, levando a imaginação a outros lugares. Recebe olhares tortos das outras pessoas, e visitas do narcisista e cobiçado Gaston (Evans), que deseja casar-se com ela a todo custo, mesmo que a recíproca não seja a mesma.

Versão live action da animação tradicional de 1991, A Bela e a Fera é uma história com versões a perder de vista. Esta foca menos na relação entre a beleza física e a interior, embora o tema ainda esteja presente. De um lado, a reclusão da Fera faz com que o único interesse de seus funcionários-objeto seja encontrar o par perfeito para desfazer o feitiço. Pelo ser animalesco, a lição aprendida em relação ao que era é deixada de lado; apenas um diálogo complacente de outrem, culpando o pai por sua personalidade, é lançado aleatoriamente em algum momento. Do outro lado, Bela quer se libertar da própria realidade. Na moradia de Fera, encontra um meio-termo – é presa no lugar do pai, que foi pego roubando uma rosa do jardim, justamente para presentear a personagem –, mas precisa voltar, descobrindo que era feliz e não sabia durante a curta estadia.

A descoberta do castelo não causa surpresa nos dois camponeses. A fortificação é cercada por inverno rigoroso e lobos raivosos que aparecem quando convêm (Maurice não parece ter enfrentado problemas na saída, depois trocar de lugar com a filha). A presença de um cavalo que retorna sozinho à vila para alertar Bela é outro atalho que necessita da boa-fé do espectador. Essa parte de deslocamentos, aliás, se dá muito rapidamente: em um par de cenas, depois do aviso, a garota já entrou no castelo e está ao lado da cela do progenitor.

Depois que Bela toma as responsabilidades e sua reclusão se torna uma hospedagem com relativo controle, a questão passa para como será criado amor entre ela e o anfitrião. Fera se entrega a um sentimento maior com relativa facilidade, para um sujeito que dançava com damas no baile sem se importar com elas. Para Bela, a desculpa nos livros a mantém pela biblioteca do castelo e gera uns flertes por conhecimentos literários, mas até o clímax, maiores incentivos são necessários.

O drama é intercalado por musicais. Cada personagem importante tem uma apresentação. Em uma delas, Gaston reforça suas características iniciais, mostrando que os conterrâneos estão ao seu lado. O colega homossexual LeFou (Gad) tem admiração por ele, mas guarda os sentimentos para si, respeitando a libertinagem alheia. É uma figura agradável no primeiro ato; depois, se torna uma ferramenta; o arrependimento, pouco antes do final, passa despercebido.

Os personagens-objeto são divertidos, com destaque ao candelabro e ao relógio de mesa. Existem mais figuras assim no castelo, que se revelam em momentos convenientes, mas são figurantes. Para quem conhece a voz dos dubladores, grandes atores do cinema, a experiência será proveitosa. Caso contrário, a revelação das formas humanas será surpreendente e decepcionante, ao mesmo tempo, pois ocorrerá no final, quando não haverá mais tempo de tela aos intérpretes humanos.

Emma Watson é eficaz, mas não memorável. Comparativamente, o vilão de Luke Evans se sobressai logo na primeira aparição, o que não ocorre com a atriz de Harry Potter. Mesmo quando toma alguma rédea da situação, Bela não é cativante o suficiente para atrair a atenção de alguém.

A computação gráfica falha ao colocar Fera ao lado de Bela; parece que estão em mundos separados, apesar de posicionados no mesmo enquadramento. A física do personagem selvagem é estranha, que pula como se tivesse o peso de uma pena e se desloca muito rápido. Sua colocação de voz também não colabora, pois, com exceção do número musical, sempre fala para dentro.

Entre esquisitos e atraentes, alienados e culturalizados, A Bela e a Fera é tão insosso quanto Cinderela (2015) e não chega aos pés de Mogli: O Menino Lobo (2016). Mesmo as concessões feitas para modernizar a história, que seriam um bom estímulo, são conservadoras. Sobram os elementos conhecidos, reciclados para novas plateias. Pois é a ostentação que importa, tanto dos números de bilheteria quanto da ampla biblioteca de Fera.

(Beauty and the Beast, , 2017) Dirigido por Bill Condon. Com: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Josh Gad, Kevin Kline.

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Visages, Villages

Rostos em superfícies

Cinema e fotografia sempre andaram de mãos dadas na vida da franco-belga Agnès Varda. Prestes a completar 90 anos, a profissional profundamente envolvida com a sétima arte, resolveu não só juntar os dois em um novo filme, como também adicionar uma visão diferente a ele. O artista urbano JR, conhecido por lambe-lambes e com um terço da idade dela, fechou parceria, que resultou neste Visages, Villages.

A dupla passeia pela França em um furgão, que capta fotos e as imprime em tamanho gigante. Histórias são colecionadas de pessoas que ganham colagens com seus rostos em paredes. A premissa não é totalmente livre e espontânea, como insinuado. Há o planejamento de momentos para que fiquem mais chamativos, como os encontros e desencontros antes de se conhecerem. Aposta-se também que tenham coletados mais relatos, nem todos selecionados, e ordenados da forma mais conveniente.

A arte de JR é um tanto repetitiva. Se não fosse o que cercam as colagens, dos lugares às pessoas, Visages, Villages correria o risco de ser monótona. O rapaz coescreve e codirige; a colaboração é democrática. Varda está em volta, opinando sobre as instalações e criando intimidade com os anônimos que o colega não faz.

Muitos dos cenários são abandonados, assim como os personagens encontrados. As imagens coladas homenageiam todos eles. Uma senhora chora, enquanto uma jovem se incomoda, sentido a privacidade invadida ao se tornar famosa na vila em que mora. São momentos singulares. Por outro lado, a intervenção no porto de Le Havre tem uma entrevista relativamente longa e, consequentemente aborrecida; a conclusão é artificial: a colocação de mulheres em um espaço a muitos metros do chão, no meio das colagens, parece concebido com a ajuda de chroma-key.

O filme entra em um âmbito mais particular ao trazer memórias dos criadores. Quem tem muito a oferecer é Varda, mesmo quando encontra a avó centenária de JR. É uma cena para conhecer melhor o rapaz, mas a atenção acaba se deslocando às duas mulheres, tão próximas em tempo de existência. A familiar surpreende pela lucidez ao falar do neto, mas logo revela fragilidade no tremer das mãos e na distração final. Enquanto isso, a cineasta se mantém ativa, mesmo com problemas consideráveis de visão, representados preciosamente na montagem em uma escadaria, apoiado no desfoque artificial da lente da câmera. Um momento artístico fora da curva no que foi ou será apresentado aqui.

O último encontro é coerente ao desbravamento dos personagens centrais. São formadas motivações prévias para que o justifique, como a visita a determinado museu que remete a um filme ou mesmo à camuflagem de JR pelos óculos escuros, cujo abandono servirá de recompensa. O fato é que a expectativa depositada nessa parte é enorme, e diz mais ao entrevistado que aos seus visitantes. Agnès não o encontrava há tempos. Acaba sendo um fan service deslocado.

Facilmente encantador e de destino incerto, Visages, Villages poderia ser uma série de televisão, variando os colaboradores da cineasta, embora o furgão fotográfico de JR seja uma mão na roda. Como longa de noventa e poucos minutos, é competente e ainda desembaraçado para falar de assuntos, como a morte e a durabilidade da arte, mesmo que de passagem.

(Visages villages, , 2017) Dirigido por Agnès Varda e JR.

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Últimos Homens em Aleppo

A morte vinda do céu

A Guerra Civil Síria estourou em 2011 e, pelo menos até a metade de 2018, continua em vigor. Forças políticas locais e internacionais entram em choque, enquanto o cidadão comum, esquecido, é a maior vítima. Uma terra sem esperança é palco de Últimos Homens em Aleppo.

A morte é o fim de todos, mas na cidade mais populosa da Síria, Alepo, ela pode acontecer a qualquer momento por bombardeios de aviões russos ou do próprio presidente Bashar al-Assad. Ao norte do país, a fronteira com a Turquia está fechada, em uma indiferença com imigrantes que não é só problema daquela região. Em outras cidades, a situação está pior, e não há para onde correr.

O cenário é de destruição – planos mais abertos só serão vistos somente na segunda metade – com pessoas debaixo de escombros. Surgem os Capacetes Brancos, grupo composto por civis de diversas áreas que sacrificam as próprias vidas para salvar outras. Removendo o concreto, podem encontrar vivos machucados e mortos, adultos ou crianças, e membros do corpo avulsos. Quanto aos corpos inteiros, o filme não se furta em mostra-los, com exceção de uma única cena, em que um pano oculta uma vítima. É o grande chamariz, que tira qualquer espectador da passividade.

O cotidiano de alguns membros dos Capacetes Brancos é mostrado. Precisam se distanciar das famílias; têm um trabalho duro, mas estão acostumados. Eventualmente, encontram um momento de respiro, ao jogar bola ou levar crianças ao parquinho. Algumas falas são expositivas e carecem de naturalidade, servindo para informar a quem está do outro lado da tela algo que eles provavelmente já sabem.

A contextualização externa é precária. Um flashback dos personagens evitaria a redundância em suas rotinas e enriqueceria suas particularidades. Sobre política, uma manifestação contra Assad é registrada avulsamente. Inimigos como os Estados Unidos e o Estado Islâmico não são citados. Para acompanhar a história, é preciso se informar antes sobre a situação síria. Como filme-denúncia, mais dados são necessários.

A câmera na mão entrega a ótima cena de bombardeio em um campo aberto. No geral, sua participação é mínima, servindo de testemunha silenciosa que não influi na ação. Essa característica soa estranha quando capta a intimidade dos personagens, a exemplo de um dos salvadores conversando pelo celular, solitariamente, com os filhos. Trata-se do velho dilema de quanto a espontaneidade de um documentário pode ser prejudicada com a presença de uma câmera.

O Capacete Branco Khaled Umar Harah ganha maior espaço no final, sugerindo algo a seguir, em uma “coincidência” que só aumenta o comprometimento com a história. Implica em uma situação tão real e desafortunada, a partir de medos que não eram simples divagações.

Em uma época que os chamados “indesejáveis” só aumentam e as nações com o mínimo de estrutura cada vez mais rejeitam esse contingente de pessoas, Últimos Homens em Aleppo é um filme que lembra a existência deles, e tenta buscar empatia na mais miserável situação, em que a cidade em ruínas é um purgatório, considerando que os habitantes já estejam condenados.

(De sidste mænd i Aleppo / Last Men in Aleppo, , 2017) Dirigido por Feras Fayyad e Steen Johannessen.

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