Além da Escuridão: Star Trek

Crise dos mísseis

A missão primordial da USS Enterprise é a exploração espacial. Ela até estava fazendo isso no começo de Além da Escuridão: Star Trek, mas a uma quebra de regras a fez voltar para a Terra e destituir Kirk (Pine) da capitania. O anteriormente inválido Pike (Greenwood) reassume o comando da nave e, em uma virada de mesa, ajeita Kirk para ser seu suplente. A cadeira será assento provisório de outros indivíduos. Não é de se estranhar, já que o líder sempre toma para si a responsabilidade os trabalhos de campo.

A ameaça da vez é John Harrison (Cumberbatch), que terceiriza um atentado terrorista contra uma biblioteca militar e executa um ataque direto à sala de reuniões da Federação, causando a morte de Pike. O vilão, então, se teletransporta para uma área desabitada de Kronos, terra dos Klingons, que estão a um passo de declarar guerra contra o Planeta Azul. Kirk e o habitual grupo é destacado para capturar e matar Harrison, a pedido do Almirante Alexander Marcus (Weller). Como a dor da perda é grande, essa tarefa não será difícil, embora seja preciso pisar em território inimigo sem fazer a presença ser notada. Precavidamente, mísseis são carregados na Enterprise.

A empreitada causa conflito entre os tripulantes. Spock (Quinto), com todo o respeito pelo regulamento, é contra a execução do inimigo – o que gera uma boa reflexão sobre a máxima “bandido bom é bandido morto”. Scotty (Pegg), o engenheiro-chefe, dispensa-se por não concordar com a finalidade militar secundária da viagem. Convenientemente, sua separação servirá para ajudar, à distância, os heróis.

Harrison, na verdade, é Khan, um dos antagonistas mais fortes do universo “Star Trek”. Sobre-humano que ficou 300 anos em uma tuba criogênica, paradoxalmente é mais inteligente e tecnologicamente avançado que os outros ao redor. Está um passo a frente, com reações que implicam em objetivos ocultos e manipulação. A atuação de Cumberbatch não fica a dever, embora não seja um personagem que pareça não mostrar todo o potencial, mesmo já agindo à beça. Ele ainda possui uma característica esboçada no começo que servirá posteriormente.

As cenas de ação abrangem cenários pouco explorados do filme anterior. A sequência na cidade, entre Spock e o antagonista, é notável. Um segundo inimigo ainda se apresenta na segunda metade, revelando poder de fogo capaz de derrubar a Enterprise. A destruição é ampla, mas é impossível sentir algo pelos inúmeros tripulantes “invisíveis” da gigante aeronave: muitos são sacrificados no processo.

Sobre outros personagens, a parte importante da tripulação não tem grande destaque, com exceção dos já citados. Trata-se mais de uma história para fortalecer a amizade entre Kirk e Spock. Uhura (Saldana), que está namorando o vulcano orelhudo, serve mais para uma inconveniente discussão de relacionamento durante um momento de perigo. Leonard Nimoy volta como o Spock do futuro, e é ótimo para o fan service, mas serve de trapaça pouco criativa para desvendar questões desconhecidas. Adiciona-se ainda a descartável cientista Carol Marcus (Eve), que se despe parcial e gratuitamente na tela – o que Zoe Saldana já havia feito no longa de 2009.

Além da Escuridão: Star Trek, se olhado pelos pontos que funciona, e não são poucos, é boa uma aventura. Continua a desenvolver as características básicas dos personagens principais, encontrando novas significações.

Porque o universo, em lugares que o homem nunca pisou, está esperando.

(Star Trek Into Darkness, , 2013) Dirigido por J.J. Abrams. Com: Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana, Karl Urban, Simon Pegg, John Cho, Benedict Cumberbatch, Anton Yelchin, Bruce Greenwood, Peter Weller, Alice Eve.

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Silêncio

Omissão dos céus

No século XVII, o Cristianismo buscava dominar a Europa pela Inquisição. Em outros continentes, recém-descobertos, também, mas o desafio era maior. Na América Latina, jesuítas escravizavam e/ou matavam índios, considerados incultos sem a catequização. No Japão, cenário de Silêncio, as raízes do budismo eram sólidas. A fé cristã foi duramente reprimida, em uma inversão de papéis.

A intenção dos jovens padres portugueses Rodrigues (Garfield) e Garupe (Driver) é reencontrar o mentor Ferreira (Neeson) na Terra do Sol Nascente. Segundo boatos, o personagem mais velho não resistiu às pressões e renegou a própria fé, absorvendo a cultura local.

Na chegada, são recepcionados por alguns japoneses cristãos. Passam a ouvir confissões, celebrar missas e batizados. Conectam-se à população. Só que o perigo repressor finalmente chega. Rodrigues, especialmente, terá que por sua missão como padre à prova, escolhendo a tortura e aniquilação desses inocentes ou a apostasia, isto é, a negação da própria fé.

O sacrifício, imposto pelos censores, é pisar em uma imagem católica. Simbolicamente, trata-se do pior pecado. Rodrigues é orgulhoso; espera ouvir uma resposta de Deus, mas só encontra silêncio. Chega a enxergar a figura de Cristo na água, refletida, ou se parecer fisicamente com ele: a associação é clara. Os dilemas são carregados por um bom tempo, enquanto inquisidores tentam fazê-lo desistir, das mais diversas formas. Inoue (Ogata), o líder da repressão budista, tenta argumentar com eufemismos e terceirizar a culpa pelas mortes – que não é de seu grupo, mas do Cristianismo, que tenta colocar sementes no solo infértil japonês.

Há uma noção de defesa da cultura japonesa, contra o expansionismo ocidental, que não suaviza as punições. A violência contra os cristãos choca de inúmeras formas, da decapitação, com um rastro de sangue sobre a terra, a crucificação à beira-mar, trazendo a morte pela paciente força da maré.

Entre sacrifícios físicos e espirituais, está Kichijiro (Kubozuka), errático e pouco confiante guia dos padres, que foi egoísta ao não se sacrificar junto com a família cristã, no passado. Solitário, continua pisando em falso, ou melhor, pisando na imagem cristã, a fim de salvar a própria pele. Curiosamente, sempre retorna a Rodrigues em busca de confissão e perdão. Banaliza o mecanismo, enquanto, paralelamente, um casal mal informado acredita que o batizado do filho levará este ao Paraíso.

Exigente, com 161 minutos de duração, Silêncio não tenta ser arrogante na busca de verdades. É unilateral, insistente e sofrido. O embate entre dois pontos de vista é desequilibrado por se passar no território dominante de um dos interlocutores, mas tem alguns pontos expostos.

No fim, tão importante quanto a mudez divina é a de Rodriguez, que pode ser traduzida, na verdade, em atitude. A atitude, se cedê-la, em salvar fiéis. Porque o jogo de manter alguma liberdade religiosa no Japão ou reforçar a própria fé parecem perdidos.

(Silence, , 2016) Dirigido por Martin Scorsese. Com: Andrew Garfield, Adam Driver, Liam Neeson, Tadanobu Asano, Ciarán Hinds, Issei Ogata, Shin’ya Tsukamoto, Yoshi Oida, Yôsuke Kubozuka.

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Doutor Estranho

Mãos trêmulas

Stephen Strange (Cumberbatch), um médico talentoso, rico e arrogante, é um indivíduo sem limites, fazendo tudo pela manutenção da imagem. Quando sofre um acidente automobilístico, danificando o movimento das mãos, sua ferramenta de trabalho, a aposentadoria bate à porta. Buscando método alternativos – os tradicionais não surtem efeito ou são muito arriscados para outros profissionais aceitarem fazer – chega ao Nepal, onde conhece a Anciã (Swinton), que ensinará as artes mágicas para talvez resolver o problema. Os novos conhecimentos implicam na quebra de outros limites, fora da materialidade do corpo.

Doutor Estranho narra a Jornada do Herói na busca do autoconhecimento e superação de maus costumes. A singularidade está no lidar de tempo, espaço e morte, que coloca os mocinhos em zonas cinzentas, onde regras sagradas são quebradas por um bem maior. No meio do caminho, alguns não concordarão com o desvio e traçarão outros rumos.

O inglês Benedict Cumberbatch fornece uma composição excepcional ao personagem. A figura ficcional, por sua vez, tem altos e baixos. Estreia no universo cinematográfico da Marvel com os pés no chão: quando o filme termina, ainda tem muito a aprender. Por outro lado, a formação em estágio inicial prejudica na aceitação ao confronto com o vilão, Kaecilius (Mikkelsen), experiente e com muitos recursos. O ex-médico conta com diversos auxílios inesperados, como a Capa da Levitação, que sempre foi inflexível, para salvá-lo nos momentos mais oportunos. Assim, fica fácil.

O mundo mágico, que inclui cenários alternativos, de reproduções reais a psicodélicas, é um elemento sedutor. Algumas cenas de ação lembram as de A Origem, especialmente o confronto em um corredor, com o centro de gravidade variável. A correria em metrópoles espelhadas, com edificações em movimento, é uma versão amplificada dos sonhos de Christopher Nolan, e mais empolgante.

O humor pode até funcionar aqui e ali, mas é mal distribuído. No treinamento de Strange, surge uma piada a cada momento. Posteriormente, em uma cena pesada, a Capa da Levitação arruma tempo para fazer gracinha.

Strange poderia protagonizar um seriado médico, apostando na personalidade dele e na engenhosidade das cirurgias. Na questão sentimental, fica devendo. Christine Palmer (McAdams) é um interesse amoroso distante. No retorno ao antigo ambiente de trabalho, o personagem divide espaço em cena com a moça novamente, mas as duas sequências no meio do filme apostam mais na bizarrice da situação – cuidar de feiticeiros feridos, que surgem em portais –, do que no relacionamento em si.

O Olho de Agamotto, um item em forma de amuleto, livra o terceiro ato do longa de um total convencionalismo. A defesa de três postos de segurança, chamados Sanctum, não são lá muito instigantes, assim como a trajetória de Kaecilius. A solução encontrada para enfrentar uma entidade espiritual, contudo, em conjunto ao Olho, é muito bem-vinda, não apostando simplesmente na derrota física do oponente.

Doutor Estranho é a apresentação do universo místico da Marvel, com cenários e procedimentos diferentes dos heróis apresentados até aqui. Se quiser vencer o vilão incrivelmente mais forte de Guerra Infinita, no qual reunirá os principais personagens da franquia, pelo viés mágico, terá que apresentar outros heróis da categoria ou fortalecer a figura do ex-médico, especialmente em seu conhecimento.

(Doctor Strange, , 2016) Dirigido por Scott Derrickson. Com: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Benedict Wong, Mads Mikkelsen, Tilda Swinton, Michael Stuhlbarg, Benjamin Bratt.

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Estrelas Além do Tempo

A fórmula da igualdade

Katherine Goble (Henson) foi uma criança superdotada nos Estados Unidos dos anos 1920/30. Teve oportunidades e ganhou espaços, trabalhando na NASA em plena corrida espacial, durante a Guerra Fria. Caminhos similares tiveram suas amigas, Dorothy Vaughan (Spencer) e Mary Jackson (Monáe). O trio de matemáticas e mais um punhado de mulheres negras tiveram um lugar privilegiado entre as pessoas de sua raça, mas não da agência governamental. Naquele microcosmo, a segregação se passava igual ao lado de fora, com banheiros, bebedouros e outros elementos exclusivos para pessoas “de cor”.

Escritórios centrais precisavam de habilidades específicas, encontradas apenas no segregado setor oeste. Katherine, a protagonista, ganhou uma mesa própria entre brancos, e se deparou com muitos olhares tortos, que o filme faz questão de escancarar. Mary, com maior espírito contestador do grupo, foi para a área de testes; obrigada a fazer pós-graduação para continuar destacada, acionou a Justiça para ter o direito de estudar em uma escola que não admitia negros. Dorothy, por sua vez, recebeu várias negativas para ser supervisora, precisando ter iniciativa e se adiantar em certos conhecimentos – na operação do gigantesco computador IBM – para quebrar barreiras.

A urgência de os Estados Unidos ficarem na frente – a União Soviética já havia lançado Yuri Gagarin ao espaço – foi o catalisador de mudanças na NASA, malsucedida em cálculos e cenários. O trio feminino esteve na hora e lugar certos, mas precisou sofrer muito para isso. Ajudou indiretamente à sua raça, mas as conquistas foram exclusivamente por mérito.

Não há um sinal claro de que os direitos são para todos, não importando o talento, o que pode gerar algumas leituras errôneas, separando a NASA da sociedade. Mas há certos clichês preconceituais: “não queremos problemas aqui”, “seguimos ordens” e a confusão de direito com privilégio (o que as matemáticas não possuem).

Estrelas Além do Tempo não cria antagonistas exagerados, com intenções malvadas, embora a reação geral é incômoda na falta de sutileza. A primeira quebra de paradigma, envolvendo banheiros, é resolvida com forte caráter simbólico – a destruição de uma placa restritiva. Al Harrison (Costner) é o responsável por isso, mas é preciso aceitar sua ingenuidade. O desabafo de Katherine, que precisa andar 1 quilômetro até outro prédio para usar o “seu” banheiro, contudo, é libertador, na cena de Taraji P. Henson.

A subtrama familiar desta personagem é um tanto descartável. Ela, viúva, acaba sendo apresentada a um general, considerado ótimo partido. Primeiramente, a união com uma pessoa de mesma importância social, e não com qualquer outro que não seja destacado pelo pastor da igreja, soa excludente, por mais que essa seja a adaptação de uma história real. Depois, o vaivém do casal, com o homem cometendo um erro, para depois se redimir, é um tanto artificial.

Os antagonistas que ganham rosto não comprometem, mas também não se destacam. Jim Parsons cria uma barreira fácil de ser transposta, enquanto Kirsten Dunst se limita a ficar com a cara amarrada. Esta, pelo menos, possui uma cena boa, contracenando com Octavia Spencer: quando as personagens se encontram no banheiro, pela primeira vez, se comunicam primeiro olhando pelo reflexo no espelho. O diálogo se encerra conciliador, com o olhar direto entre as figuras.

Arrumando espaço, mesmo que pequeno, para abordar também os direitos das mulheres (note-se que as duas figuras femininas do departamento usam uma roupa colorida, enquanto os homens estão de branco) e trabalhistas (das condições instáveis a concorrência vindoura com as máquinas), Mulheres Além do Tempo tenta obter o máximo de eficiência, embora comece aborrecido e tenha uma trilha sonora ruim e redundante.

No fim, é um funcionário branco que acaba correndo 1 quilômetro para buscar Katherine. Ser útil é bom. Ter os mesmos direitos dos demais é necessário.

(Hidden Figures, , 2016) Dirigido por Theodore Melfi. Com: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe, Kevin Costner, Kirsten Dunst, Jim Parsons, Mahershala Ali.

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Mulheres do Século 20

Uma década a menos

Dorothea (Bening) gerou Jamie (Zumann) depois dos quarenta anos, e o criou sem pai. Durante a adolescência do moleque, vê-se perdida nas mudanças da época (1979) e local (Califórnia), mas quer que ele se torne um homem exemplar. Pede ajuda à adolescente Julie (Fanning), amiga e paixonite dele, e Abbie (Gerwig), fotógrafa que mora como inquilina na mesma casa. O restaurador e artista plástico William (Crudup), único homem adulto da história, não possui muita intimidade, e tem os próprios problemas.

Em Mulheres do Século 20, os personagens buscam saídas contra a carência. Dorothea nasceu durante a Grande Depressão, quando as pessoas se ajudavam mais. Esse espírito ainda existe, só que menor; o individualismo está batendo à porta, e essa pode ser a última chance deles, isto é, se se entregarem às novas tendências.

O punk rock é o que move os jovens de 1979, gênero que usa mais a emoção do que a razão. Mas é uma onda com prazo de validade curto, como sinalizado. Aberta a várias discussões, Dorothea tenta entendê-lo. O que não consegue nem aceitar, porém, é quando a educação terceirizada do filho sai dos limites que ela internamente impõe, envolvendo sexo e feminismo. Pode-se dizer, então, que ela se torna conservadora, pelo menos nesses assuntos?

De forma premeditada ou não, um ajuda ao outro: da adolescente que dorme, sem interesses sexuais, na cama do rapaz, da mulher que compartilha as fotos de seu novo ensaio e aproveita trocar amassos, e assim por diante.

O filme lida com elementos da época escolhida passando um pouco da utilidade à narrativa e se inserindo no lugar quentinho da nostalgia. As camisetas de bandas e os trechos de livros para se superexpressar são dois exemplos claros. O vaivém temporal, seja para fazer uma minibiografia dos personagens ou sinalizar como eles continuarão suas vidas, expandem caracterizações e mostram que todos estão destinados às mesmas atribuições (casamentos, filhos), não os tornando necessariamente especiais.

O viés feminista é inserido organicamente, havendo demonstrações que não podem necessariamente funcionar, mesmo com todas as boas intenções do mundo ao garoto. Jamie não aceita a rejeição da amiga, não importando a justificativa dela, mas somente a decisão. É baixa a tentativa de usar o espaço extra na cama como poder de barganha para o sexo e incômodo que o incentivem a fazer isso, a “tomar as rédeas”. Insiste-se demais nessa questão.

Apesar dos pesares, é notável como essa família informal se sustenta. Os personagens simplesmente se encontram na casa de Dorothea e começam a compartilhar os problemas. Talvez a desconfortável série de revelações na mesa de jantar, em reunião com outros estranhos, seja consequência.

Quando dois personagens estão relativamente longe, os outros vão ao resgate. Ao chegar, os problemas repentinamente somem, ou entram em estado de suspensão. Todos estão se alimentando de comida chinesa e dançando. Em uma época ainda sem internet e smartphones, a reunião é forte. Mesmo com a presença da televisão, o grupo se une para ver determinado programa. Cada um fica em seu canto apenas quando precisa, e não por imposição de tecnologias e valores.

Um dos personagens morre, ironicamente, às vésperas do ano 2000. Ficou paranoico com o “bug do milênio”, mas não teve chance de presenciar o seu não acontecimento. Contudo, ele já passou por muitos momentos de transição, sendo esse insignificante, pensando em um contexto maior.

Jamie certamente encontrou menos respostas do que perguntas em suposta educação, se é que ele questionava suficientemente o mundo aos quinze anos de idade. O que importa é que ele conviveu com um grupo relativamente privilegiado, adicionando cargas importantes a sua bagagem intelectual.

Mesmo fazendo um limitado recorte de tempo, local e personagens, Mulheres do Século 20 é satisfatório em seus 119 minutos. Mais do que resultados, o importante é a constante discussão e contestação dos limites do ser humano, seja em qual século for.

(20th Century Women, , 2016) Dirigido por Mike Mills. Com: Annette Bening, Elle Fanning, Greta Gerwig, Billy Crudup, Lucas Jade Zumann.

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